Dica Cultural

32º Bienal de São Paulo – INCERTEZA VIVA

Um dos destaques da 32ª Bienal de São Paulo é a proposta do projeto arquitetônico que faz uma integração e participa ativamente na construção do Parque Ibirapuera. A exposição pode ser percebida como uma extensão do jardim dentro do pavilhão.

Outra informação interessante é sobre a explicação o título escolhido para essa Bienal. Abaixo seguem alguns trechos do texto publicado sobre o assunto:

“ O eixo central desta edição trata sobre a noção de “incerteza”. O título Incerteza Viva reflete as atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas.”

“ A incerteza na arte aponta para a desordem, levando em conta a ambiguidade e a contradição. A arte se alimenta da incerteza, da chance, do improviso, da especulação e ao mesmo tempo tenta contar o incontável ou mensurar o imensurável. Ela dá espaço para o erro, para a dúvida e até para os fantasmas e receios mais profundos de cada um de nós, mas sem manipulá-los.

Aprender a viver com a incerteza pode nos ensinar soluções. Compreender diariamente o sentido da Incerteza Viva é manter-se consciente de que vivemos imersos em um ambiente por ela regido. Assim, podemos propor outras formas de ação em tempos de mudança contínua. Discutir incerteza demanda compreender a diversidade do conhecimento, uma vez que descrever o desconhecido significa interrogar tudo o que pressupomos como conhecido. Significa, ainda e também, valorizar códigos científicos e simbólicos como complementares em vez de excludentes. A arte promove a troca ativa entre pessoas, reconhecendo incertezas como sistemas generativos direcionadores e construtivos. ”

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